Existir ou Inexistir?

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E se o existir coexistir com o inexistir?

Vivendo à espera de uma utopia,
Onde ao menos não exista, tamanha tirania.

De um mundo igualitário, imaginário…
Mas que planeta ordinário.

Quando penso, sinto o acerbo.
A ignorância; devorada pela ganância.

Ser aí este ser,
Que clama por algo incandescente,

Vive à espera de ser,
Mas só o deixam servir.

Vive à espera de viver,
Mas só o deixam existir.

Vive à espera do saber,
Mas o alienam desde o nascer.

Sob tais condições,
Onde entrará meu devaneio?

Sinto, recito,
Mas ninguém ouve meu grito.

Choro, imploro…
Mas é insonoro.

Canto o meu pranto,
Inútil, entretanto.

Mas quando me entrego a tudo aceitar,
Dentro de meu peito ouço um cessar.

Doce lacrimejo de um rio,
Composto por sonhos e algo,

Algo que me faz perceber,
Que não basta existir, pra de fato viver.

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